Vila Cova à Coelheira é uma freguesia muito antiga do Município de Seia. Está situada na margem direita do Rio Alva, num enorme covão, rodeada de altas vertentes quase na totalidade. Embora esteja situada numa zona de serra, os campos são muito férteis, o que faz com que tanto a agricultura como a pastorícia tenham ainda hoje uma certa importância para a economia da Freguesia. A floresta que a circunda, sendo composta essencialmente por pinheiro, também tem uma parte significativa nessa economia devido à produção de resina e madeira.
Além dos campos férteis e da floresta, esta zona é muito rica em volfrâmio e estanho, o que fez com que fosse sempre muito procurada por diversos povos. A sua história terá começado numa época remota, muito anterior à romanização conforme o atestam alguns achados arqueológicos recentes. A referência mais antiga que se conhece, sobre Vila Cova, data de 1138. Existe uma outra referência, feita numa carta de venda, de 1169. Também D. Afonso Henriques se lhe refere numa Carta de Doação. Outra indicação da sua antiguidade, é sem dúvida o culto de São Mamede, que já existia antes da nacionalidade.
No século XIII, Vila Cova ainda era pertença da paróquia de Santa Maria de Seia, mas mais tarde, devido a um incidente com uns clérigos da Igreja de Seia, a povoação passou em testamento para Santa Cruz de Coimbra. Ainda antes do século XIV tornou-se um concelho medieval com uma certa importância. Com a reforma administrativa operada pelo Decreto de 6 de Novembro de 1836 o concelho foi extinto, juntamente com mais onze. Passou a pertencer a Sandomil e depois da extinção deste, pelo Decreto de 24 de outubro de 1855, passou para o de Seia.
O seu topónimo deriva da situação geográfica e, mais tarde, foi-lhe acrescentado “à Coelheira”, para distinguir esta freguesia de outras “Vilas Covas
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